Sete Assunções para Trabalho no Círculo

Extraído do diário de Robert Fripp, 2 de Outubro de 2010.
Publicado durante o curso da Orquestra dos Crafty Guitarrists IV.
Traduzido por Gabriel Vidal.

Sete Assunções para Trabalho no Círculo:

Intenção
Presença
Boa vontade
Prática comum
Tocar afinado
Tocar no tempo
Escutar

1. Intenção
Nossa entrada no Círculo é intencional.

Um exemplo simples e prático: ao entrar na sala, cruzando o umbral liminar do espaço sagrado do Círculo, levamos nossa atenção para a primeira pisada.

Nossa presença no círculo não acontece por acaso, nem nossa participação é arbritária. Isto implica que temos um objetivo.

2. Presença.

Nós cultivamos uma consciência de nossa presença pessoal, do Circulo e de nosso lugar dentro dele. Isto é determinado e governado pela qualidade de nossa atenção volicional.

3. Boa Vontade.
Participamos em um espírito de boa vontade. Deixamos qualquer pensamento negativo atrás da porta, fora da sala, e entramos,
oferecendo boa vontade aos outros no Círculo: sem julgamento, sem crítica, sem hostilidade.

A qualidade de nossos sentimentos é revelado pela qualidade do som que produzimos em nosso instrumento: a profundidade e a riqueza do timbre. Isto é a correspondência à tocar com sonoridade.

4. Prática comum.

Assumimos familiaridade e competência suficiente nos elementos de uma prática em comum:
a sentada matinal e a prática de não fazer nada;
a afinação Guitar Craft ou Pentatônica Maior de Dó;
técnicas específicas no violão, como os Primários:
o repertório Guitar Craft é útil mas não necessário;
entrar, mover dentro e sair do Círculo;
circulação;
a escala de Dó maior / Lá menor natural;
regras da casa do Guitar Craft.

5. Tocar afinado

Isto é o indicativo de nosso estado pessoal.

6. Tocar a tempo.

Isto é o indicativo de nossa harmonia pessoal.

Um exemplo prático: pontualidade.

7. Escutar.

Isto é o indicativo de nossa estação; ou seja, nosso nível de Ser.

Se não podemos escutar a nós mesmos enquanto falamos, não estamos presentes com o que falamos.
Se estamos ausentes de nossa fala, nossas palavras sã vazias: não há nada a se falar.
Se não temos nada a dizer, melhor não dizer nada. Para alguns, isto é bem difícil.
Então, se não escutamos à nós mesmos enquanto falamos, melhor ficar quieto.

(Isto é parte da prática de Falar o estritamente necessário, empregado na cozinha do Guitar Craft).

Se estas são palavras verdadeiras, o quanto é a música?

A Oitava Assunção:

A Assunção da Virtude.

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