Técnica de Alexander

Artigo escrito por Gabriel Vidal.

O uso do corpo é algo de fundamental importância para qualquer atividade que alguém queira realizar, mesmo que não estejamos em contato com ele. Com o músico, isto não podia ser diferente. O relacionamento do violonista com seu violão exige uma atenção minuciosa. Leva algum tempo até que o instrumentista iniciante possa encontrar uma posição vantajosa para tocar de forma efetiva.

Com um estudo mais aprofundado, a busca por uma postura mais eficiente e correta proporciona ao músico a possibilidade de alcançar uma sonoridade mais limpa e clara com um mínimo esforço corporal.

Não só a análise focada na postura ao tocar é importante, senão uma revisão de toda o relacionamento dos mecânismos psicofísicos do indivíduo. De fato, o músico não existe apenas no momento da prática ou da performance. Fora desse contexto, os mesmos mecânismos estarão presentes, seja em maior ou menor grau.

Por conta disso, muitos músicos buscam ampliar sua consciência corporal, como uma ferramenta de expressividade criativa e para estar confortável e presente em sua atividade.

Se não há uma parte de nossa atenção voltada para o corpo, como podemos estar presentes ao tocar uma nota, por exemplo? Como tocamos o instrumento, como nos sentamos em uma cadeira para iniciar nosso artesanato musical? Se o músico não está em um mínimo de estado de relaxamento ao exercer sua arte, seria melhor estar fazendo qualquer outra coisa.

Ao longo de vários anos de experiência nos seminários do Guitar Craft, a Técnica de Alexander demonstrou ser uma excelente opção para este fim.

A Técnica de Alexander é um sistema de aprendizado do corpo e reeducação do organismo. Busca resgatar o contato existente no relacionamento da mente com o corpo e ampliar a consciência corporal e do uso de si mesmo, atenuando a força dos hábitos.

F. M. Alexander era um ator de teatro especializado na declamação de poemas, principalmente de Shakespeare. Depois de alguns anos dedicados à cena, acabou desenvolvendo uma rouquidão que praticamente impedia de seguir com sua carreira. Incapaz de encontrar uma solução com os terapeutas da época, decidiu sozinho iniciar um trabalho de investigação do problema, onde percebeu uma intrínseca rede de mecanismos psicofísicos que governavam a forma como usava seu corpo.

Através da reeducação desses mecanismos, permitiu que ele desse prosseguimento à sua carreira de declamador. No entato, acabou encontrando algo ainda mais nobre para contribuir com a humanidade: o desenvolvimento do que veio a se tornar a Técnica de Alexander, e o consequente treinamento de professores que também pudessem transmitir a jornada através do desconhecido que Alexander realizou sozinho. Graças a isso, a Técnica chegou até nós.

Hoje em dia, várias pessoas das mais diversas áreas buscam, através da técnica, uma melhor qualidade de vida. Artistas com dificuldades de exposição ao público também o utilizam para aliviar tensões ao se apresentar.

Existe no Brasil uma Associação de professores, onde qualquer um que deseje conhecer mais, pode pesquisar textos e artigos, ou procurar por um professor para ter aulas práticas.

Conheça mais, acessando a ABTA [Associação Brasileira de Técnica de Alexander].

Veja também: CeTaba – Centro de Técnica Alexander Buenos Aires.
Artigos de Técnica de Alexander: http://www.tecnicadealexander.com/artigos.htm.

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